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Bancas de Jornal: de notícias a itens colecionáveis

  • forumfdc
  • 1 day ago
  • 2 min read

Com os anos, pequenos comércios se reinventaram em decorrências das novas tecnologias, e se tornaram espaços para “facilitar a vida” dos paulistas


por Luiza Borgli

Você ainda vai à banca de jornal? Se sim, o que costuma comprar por lá?

Hoje, esses pequenos comércios deixaram de ser um lugar onde apenas se consome a notícia e se adaptaram aos tempos modernos com o intuito de facilitar a vida dos moradores da cidade. Os espaços oferecem uma variedade que vai muito além da informação e oferecem de chicletes a maços de cigarro, de brinquedos a chaveirinhos, e de revistinhas a itens colecionáveis.

A psicóloga Julia é um exemplo dessa mudança de hábito. Ela conta que frequenta as bancas em busca de itens para diversão:

"Bom, eu venho para comprar itens como bala e essas coisas também. Já o meu companheiro consome bastante mangás, então também eu acabo acompanhando bastante para consumo de revistas e por aí vai"

Já para Marcos, a visita à banca é menos frequente, mas quando ocorre, o foco é a cultura e o entretenimento, motivado muitas vezes pela nostalgia:

"Quando a gente era pequeno, ia comprar revista, cartinha Revista que era um dos maiores meios de comunicação antigos. Hoje em dia eu passo só se tô passando pela rua mesmo, aí eu dou uma olhadinha, olho uma coisinha ou outra, talvez um livro, um mangazinho, né? Só para realmente matar a saudade"

As experiências de consumidores como Julia e Marcos ilustram uma mudança profunda no papel social das bancas, que deixaram de ser apenas postos de informação para se tornarem centros de conveniência e lazer.

Mesmo com a onipresença do digital, onde se pode consumir notícias e outros itens a um clique de distância, as bancas conseguiram se reinventar, e agora são a casa da nostalgia, e são sinônimos da praticidade para quem anda nas ruas da metrópole.

A presença crescente de quadrinhos, mangás e revistas especializadas tem garantido a circulação de novos públicos, indo muito além do tradicional jornal impresso.Além dos itens de leitura, a rotina de vendas é sustentada por produtos de consumo rápido, como balas, chicletes, comidas e bebidas, e itens colecionáveis e para lazer, como lembrancinhas e brinquedos. 

A permanência das bancas de jornal no cenário urbano não é fruto do acaso, mas de uma capacidade ímpar de leitura das necessidades da vizinhança. Mesmo com a retração do mercado editorial de notícias impressas, esses pontos de venda consolidam-se como portos seguros para quem busca um item de última hora ou um momento de descontração em meio à correria do dia a dia.

A Central de Notícias da Rádio Casa Verdeé uma iniciativa do Projeto “Cultura Além do Obvio”. Este projeto foi realizado com o apoio da 9ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Serviço de Radiodifusão Comunitária Para a Cidade de São Paulo.

 
 
 

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